Meta Ray-Ban AI Display: para quem realmente vale a pena comprar os novos óculos inteligentes?

Os novos Meta Ray-Ban AI Display Smart Glasses foram apresentados durante o evento Connect 2025, trazendo tela integrada, controle por gestos e integração com IA. Com preço elevado e foco em um público específico, o dispositivo marca um passo importante na evolução dos wearables, mas nem todos vão aproveitar seu potencial.

Inovação focada em entusiastas de tecnologia e criadores de conteúdo

A Meta descreve os Ray-Ban AI Display Smart Glasses como um produto voltado principalmente para os early adopters — pessoas que gostam de testar as novidades antes de todo mundo. O dispositivo conta com tela integrada de 600×600 pixels nas lentes, o novo Neural Band para controle por gestos e sobreposições inteligentes de IA.

Mais do que um simples acessório, os óculos funcionam como uma pequena vitrine do conceito de “computação no rosto”. Para desenvolvedores e fãs de tecnologia, servem como uma plataforma de testes e uma amostra do que o futuro dos wearables pode oferecer.

Criadores de conteúdo também são um público importante. Assim como na geração anterior, fotógrafos, videomakers e jornalistas podem usar os sensores de câmera para gravações rápidas, agora com a vantagem de ter uma tela que serve como viewfinder. É possível ajustar o enquadramento, visualizar fotos ou vídeos logo após capturá-los e até aplicar zoom ou panorâmica com gestos, deixando o processo mais ágil e intuitivo.

Ferramenta prática para profissionais e viajantes

Para profissionais que precisam de acesso rápido a informações — como técnicos de campo, apresentadores ou vendedores —, os novos Ray-Ban permitem consultar dados, legendas em tempo real e mensagens sem precisar tirar o smartphone do bolso. A bateria ainda limita o uso a cerca de seis horas por carga, mas o ganho em conveniência é claro.

Durante deslocamentos, o acessório também mostra seu valor. Usuários que caminham, pedalam ou usam transporte público podem visualizar rotas, traduções e informações contextuais diretamente nas lentes, mantendo as mãos livres e o foco no caminho. As lentes fotocromáticas, que se ajustam entre ambientes internos e externos, reforçam a versatilidade para o uso diário e em viagens.

Privacidade aprimorada e limitações atuais

Diferente de outros óculos de realidade aumentada, o modelo da Meta utiliza lentes waveguide com geometria refletiva, direcionando a luz apenas ao usuário. Isso reduz o vazamento de luz e evita que outras pessoas vejam o conteúdo exibido, um ponto importante para quem usa o acessório em ambientes públicos ou reuniões.

Ainda assim, há limitações. A autonomia de bateria continua modesta, e o preço sugerido de US$799 o coloca na mesma faixa de um smartphone premium. Portanto, quem busca custo-benefício ou longa duração de uso pode preferir esperar por futuras versões mais acessíveis.

Um passo à frente na integração entre IA e wearables

Os Meta Ray-Ban AI Display Smart Glasses mostram o avanço da Meta na combinação entre óptica, IA e usabilidade cotidiana. Embora ainda voltados a um público de nicho, representam uma amostra clara de como a computação pessoal pode se tornar mais discreta e integrada ao ambiente. Para quem valoriza inovação, design e novas formas de interação, este é um dos lançamentos mais interessantes do ano.

Fonte: GIZMOCHINA