O Anbernic RG477V vem chamando atenção entre os consoles portáteis focados em emulação, mas uma nova análise levanta um ponto importante: pagar mais pela versão com 12 GB de RAM pode não trazer ganhos reais para a maioria dos usuários. Segundo um testador experiente, o modelo básico com 8 GB acaba sendo a escolha mais equilibrada.
Mais memória nem sempre resolve os limites de desempenho
De acordo com uma análise publicada pelo site Notebookcheck aprofundada em vídeo pelo canal The Phawx, o principal gargalo do RG477V não está na quantidade de memória. O console utiliza o SoC MediaTek Dimensity 8300, que oferece um avanço claro de CPU em relação a modelos anteriores, mas continua limitado pela GPU Mali e pelo suporte a Vulkan.

O acréscimo de RAM só faz diferença em cenários mais pesados, como emulação avançada de Nintendo Switch ou tentativa de rodar jogos de PC. Justamente nesses casos, a GPU se torna o fator limitante. Ou seja, a versão de 12 GB não elimina o problema central de desempenho nesses usos mais exigentes.
Emulação de PS2 e GameCube funciona melhor com ajustes específicos
Nos testes de emulação de GameCube, o avaliador aponta glitches gráficos em jogos como Metroid Prime ao usar Vulkan. A recomendação, nesses casos, é optar por OpenGL para PlayStation 2 e GameCube, garantindo maior compatibilidade e menos problemas visuais.
Por outro lado, muitas camadas de compatibilidade para jogos de PC dependem fortemente de Vulkan. Isso reduz ainda mais o apelo de investir na versão com mais memória se a ideia for melhorar o desempenho em jogos de PC nesse portátil.
Ainda assim, o Dimensity 8300 mostra ganhos claros em relação a gerações anteriores da Anbernic. PS2 e GameCube conseguem rodar em resoluções internas mais altas, com menos ajustes manuais. Em configurações voltadas ao retrô, o uso do Vulkan no RetroArch permite recursos como black frame insertion na tela de 120 Hz e run-ahead para reduzir a latência de entrada.
Preço, armazenamento e pontos a considerar antes da compra
Além do desempenho, o testador cita alguns pontos negativos do firmware atual, como zonas mortas grandes nos analógicos e um novo D-pad mais silencioso, porém com sensação tátil inferior à de modelos antigos da Anbernic.
Na loja oficial, o Anbernic RG477V parte de US$ 219,99. O console aceita cartões microSD de até 2 TB, o que torna a expansão de armazenamento uma alternativa mais racional do que pagar a diferença pela versão com 12 GB de RAM. Até o momento, não há informações confirmadas sobre lançamento ou preço no Brasil.
Para quem o modelo de 8 GB é a escolha mais equilibrada
Considerando o conjunto, a análise indica que o RG477V com 8 GB de RAM atende melhor ao público focado em emulação retrô e consoles como PS2 e GameCube. A versão de 12 GB só se justifica para quem pretende experimentar usos mais pesados, mesmo sabendo que os limites de GPU continuam presentes. Para a maioria dos compradores, o modelo básico entrega a melhor relação entre custo e experiência prática.
Fonte: Notebookcheck









